segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Primeiro

E aqui vai uma história que eu preciso liberar. Não consigo falar ela pessoalmente, então vou escreve-la, com o objetivo de tentar fechar essa porta.

Era uma menina dura, fechada, cujos sentimentos eram deixados em segundo plano. Tinha objetivos que tornavam paixões e coisas do tipo, obstáculos em seu caminho. Seus ideais, diferentes para alguém com a sua idade.  E então,  do nada, entrou alguém em sua vida totalmente diferente do que ela esperava, alguém que ela tratou como um problema durante muito tempo, infelizmente, talvez. Se por um lado ela queria levar uma vida onde todos os seus passos tinham que ser planejados e friamente calculados, ele apenas vivia. Enquanto ela não admitia um "eu gosto de você", ele publicava "eu te amo". Após 1 mes, quase 2,veio o dia dos namorados. Ele planejou uma surpresa grande, única, que, em suas palavras, demonstrasse todo o amor que ele sentia por ela. Ela? Descobriu. Odiou. Xingou, debochou, falou que não queria nada porque eles não tinham nada. Ele? Aceitou. Entendeu. Preparou algo menor, um buque com 3 rosas e um cartão. Um cartão que, de alguma forma, nao passou em branco  pra ela, ela até sentiu algo. Todavia, a possibilidade de uma catástrofe mundial eram 100x mais provável do que ela admitir isso.  E assim foi.
Depois de um tempo, algo estava acontecendo. Ela via isso. Tinha se acostumado ao seu jeito chato, porém suas manias ainda eram insuportáveis.  Seu modo romântico, evoluiu do adjetivo de chato, para diferente... Quem sabe até fofo, vai saber. O fato, é que ela passou a sentir falta dele, saudades quando não se falavam. Passou a querer ele por perto. Era tao bom e diferente ser amada por alguém... Ainda faltam adjetivos para essa parte mesmo escrevendo.
Passado algum tempo, ela começou, por um milagre, a demonstrar isso.  Demonstrar que aquele sentimento, tinha mudado, não era apenas mais uma simples amizade. Chegou a ter vezes em que o sentimento só não se tornava totalmente público devido ao seu medo em relação a família, amigos. Admitir um relacionamento para seus pais, seria uma situação tão complicada que ela não queria dessa maneira. Contudo, ele sabia. Sabia que o sentimento havia aumentado, que ela, que demorava tanto pra confiar em alguém, confiava muito nele, muito mesmo. Ele sabia.
Após, foi tão rápido. Numa terça, sairam. O sentimento cresceu mais um pouquinho. Na quarta, tudo tão normal, tão legal ser amada por alguém e começar a amar também. Numa quinta, uma tarde sem mensagens, com a justificativa de que seu celular tinha estragado...  Na sexta? Ainda. Ela estranhou, mas não queria dar o braço a torcer pelo desespero de que sabia o que tinha acontecido. A noite, um print. Ele estava namorando. Havia a bloqueado de tudo. Assim, do nada. Por que? Não se soube. Ela sentia vergonha. Vergonha de ter acreditado. Vergonha de ter se entregado. Tristeza, por ter perdido aquelas sensações. Mas junto com essa mistura de sentimentos, vem tentativas explicações... Ela se irritava com o jeito  dele, com suas manias, isso ainda não havia mudado. Mas gostava da maneira como era tratada, de se sentir assim. Era tão diferente, bom até. Mas acabou. Agora é voltar, talvez, para aquela menina que faz tudo calculado, que tem outros focos e objetivos. Mas é complicado... Continua aquela mistura de sentimentos que são difíceis até de escrever. Saudades? Sim. Mas do jeito que ele a tratava. Ah, mas pra que tanta onda? Foi apenas umas primeira experiência, ela sabe que vai ficar triste muito ainda por motivos como esse. Mas de um lado, é bom, uma prova de que, já que ela ficou triste, ela não é totalmente pedra, como todos pensavam. Vai saber..

Tomara, por favor, que esta porta feche logo. Prometo que nao mandarei mais ninguém enfiar um presente no cu... (talvez).