sexta-feira, 26 de julho de 2013

Um prazer oculto chamado infância

Por que quando éramos crianças, vivíamos dizendo que queríamos crescer, que queríamos ser adolescentes? Por que ficávamos tristes ao chegar ao cinema e ver vários filmes com uma classificação imprópria para tal idade? Sentíamos-nos como em situações como essas? Não consigo explicar o porquê dessas perguntas. Hoje, me vi sentada no sofá do colégio cujo eu estudo e que completei todo o ensino fundamental e a educação infantil, no horário de saída dos menores. Vi todas aquelas crianças correndo e se divertindo, sem passar por suas cabeças as complicações que o futuros as reserva. Os professores elogiando seus alunos por eles terem terminado primeiro tarefas como somar 1+1, 2+3, etc. Sim, é difícil acreditar, mas achávamos complicadíssimas atividades como essa! E as de multiplicação e divisão então? Existia coisa mais complicada que o famoso 8X8? Hoje, o 8X8 seria, por enquanto, os sistemas com 3 incógnitas para alguns, gráficos para outros, notação científica, quem sabe.  E mesmo assim, queríamos deixar de ser crianças, passar logo para a fase de adolescência, afinal, seria o paraíso!
Será que as crianças deveriam saber tudo que as reserva no futuro? Todas as dores de cabeça que terão com mil e uma provas em uma semana, duzentos trabalhos para serem entregues de um dia para o outro, vestibulares e ENEM? Talvez a resposta seja sim, mas em minha opinião é não. A infância tem que ser aproveitada do melhor jeito possível, pois será uma das épocas que mais dará saudade, em todos os momentos da vida! 
Hoje, foi um dia diferente (talvez essa seja a expressão correta), pois por alguns momentos, vendo aqueles alunos sorrindo e brincando, pude lembrar-me de mim com cinco, seis,sete ou oito anos, correndo, pulando, deslizando no chão, só com uma “preocupação” na cabeça: Preciso encontrar o melhor lugar para me esconder e assim ganhar no esconde-esconde.

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